
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam a subir em várias regiões do Brasil, com destaque para os estados do Rio de Janeiro e Goiás, segundo o Boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A alta afeta todas as faixas etárias, mas as causas variam: em crianças e adolescentes, o principal agente é o rinovírus, enquanto nos idosos, o SARS-CoV-2 (Covid-19) predomina.
Além desses estados, outras oito unidades da federação registram aumento de casos, concentrados especialmente em crianças: Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Roraima.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforça a importância de manter a vacinação atualizada, especialmente contra Covid-19 e influenza, para prevenir casos graves, principalmente em idosos e pessoas de outras populações de risco. “Em caso de aparecimento de sintomas, o recomendado é manter a etiqueta respiratória com o uso de máscaras e evitar tossir ou espirrar perto de outras pessoas”, alertou.
Números alarmantes de 2023
Desde o início do ano, foram notificados 156.309 casos de SRAG, dos quais 46,9% (73.283) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os 9.544 óbitos registrados, 51,4% (4.909) apresentaram diagnóstico positivo para vírus respiratórios.
Dentre os positivos:
- 52% são SARS-CoV-2 (Covid-19);
- 28,2% são influenza A;
- 8,7% são rinovírus;
- 8,5% são vírus sincicial respiratório (VSR);
- 1,8% são influenza B.
Prevenção é fundamental
O cenário reforça a necessidade de ações preventivas, como:
- Vacinação atualizada contra influenza e Covid-19;
- Etiqueta respiratória, com uso de máscaras e higiene ao tossir ou espirrar;
- Atenção especial a grupos de risco, como crianças e idosos.
As autoridades de saúde recomendam cautela e acompanhamento médico imediato ao surgirem sintomas gripais, para evitar complicações e possíveis internações.
