Gravatá

Caso envolvendo carro financiado, aluguel irregular e falsa advogada termina na delegacia em Gravatá

Uma ocorrência policial registrada na manhã deste domingo (17), em Gravatá, terminou na Delegacia de Polícia Civil após envolver denúncias de apropriação indébita, locação irregular de veículo financiado e até suspeita de exercício ilegal da advocacia. A situação aconteceu na Rua General Cordeiro de Farias, no bairro Maria Auxiliadora, onde equipes da 5ª Companhia Independente […]

Clebson Amsterdan Atualizado em 18 de maio de 2026

Uma ocorrência policial registrada na manhã deste domingo (17), em Gravatá, terminou na Delegacia de Polícia Civil após envolver denúncias de apropriação indébita, locação irregular de veículo financiado e até suspeita de exercício ilegal da advocacia.

A situação aconteceu na Rua General Cordeiro de Farias, no bairro Maria Auxiliadora, onde equipes da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para controlar uma confusão entre várias pessoas.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um veículo modelo Onix Plus branco estacionado em via pública. Segundo a proprietária do automóvel, o carro havia sido negociado com um homem que assumiria o pagamento das parcelas do financiamento. No entanto, conforme o relato, os pagamentos deixaram de ser feitos após algum tempo.

Ainda de acordo com a mulher, o veículo passou a ser utilizado como carro de aplicativo e posteriormente teria sido alugado a terceiros sem qualquer autorização formal dela, o que aumentou ainda mais o impasse entre os envolvidos.

Durante a tentativa de mediação realizada pelos policiais, todas as partes foram ouvidas. O caso ganhou novos desdobramentos quando uma mulher compareceu à delegacia afirmando atuar como advogada de um dos envolvidos.

Segundo informações da polícia, ela apresentou documentos e acompanhou os procedimentos em defesa de uma das partes. Porém, ao ser solicitada a identificação profissional, a mulher não apresentou carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Após consulta ao sistema nacional, os agentes constataram que a inscrição apresentada estaria incompatível com o exercício regular da advocacia. Diante da situação, a Polícia Civil registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por suspeita de exercício ilegal da profissão.

A mulher foi ouvida e liberada após os procedimentos administrativos.

Em relação ao automóvel, a polícia informou que o carro não foi apreendido porque não existia determinação judicial para recolhimento, além de o caso ter sido inicialmente tratado como uma disputa de natureza civil.

As partes envolvidas foram orientadas a procurar a Justiça para resolver o conflito sobre a posse e utilização do veículo.

A Polícia Civil seguirá acompanhando o caso para esclarecer as responsabilidades de cada envolvido e apurar possíveis irregularidades relacionadas à negociação e uso do automóvel.