
Um alimento típico do interior nordestino voltou a chamar atenção pelo preço e pela procura. No Agreste de Pernambuco, o quilo da tanajura está sendo vendido por valores que chegam a R$ 300, impulsionado pela escassez e pela forte tradição gastronômica ligada ao inseto.
Em pontos de venda populares, como o Parque 18 de Maio, comerciantes têm anunciado o produto entre R$ 250 e R$ 300 por quilo. O preço elevado está relacionado ao fato de que a tanajura surge apenas em determinados períodos do ano, geralmente após as primeiras chuvas.

Além da venda tradicional, a iguaria também tem aparecido em formatos curiosos. Nas redes sociais, vendedores divulgam o produto em diferentes recipientes: garrafas de dois litros chegam a custar cerca de R$ 120, enquanto potes menores, com aproximadamente 500 mililitros, são vendidos entre R$ 50 e R$ 60.
Na cidade de Altinho, um bar chamou atenção após recolher cerca de 114 quilos do inseto durante o período de aparição. O estabelecimento passou a oferecer a tanajura não apenas frita, como manda a tradição, mas também em receitas pouco comuns, como hambúrguer e pizza.
O responsável pelo local, Givanilson da Silva, explicou que a coleta é feita por ele, familiares e amigos nas ruas da cidade quando os insetos começam a aparecer. Depois disso, o produto é separado e congelado para garantir estoque durante o restante do ano.
Segundo ele, parte da produção é vendida diretamente ao público em garrafas, enquanto outra parte fica reservada para os petiscos servidos no bar. Entre os pratos mais procurados estão a tradicional tanajura frita acompanhada de farinha ou vinagrete e o hambúrguer feito com o inseto.
No cardápio do estabelecimento, o hambúrguer de tanajura custa cerca de R$ 25, enquanto a pizza preparada com o ingrediente chega a R$ 75. Já uma garrafa de um litro com o inseto pode ser vendida por até R$ 150.
A valorização da tanajura mostra como um alimento típico da cultura nordestina continua movimentando a economia local e despertando curiosidade, especialmente quando surge a curta temporada de coleta no Agreste pernambucano.








