A Operação Carnaval 2026 terminou com um dado alarmante: 130 pessoas morreram nas rodovias federais durante o feriado, tornando este o período mais letal da década nas estradas brasileiras. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (19), em coletiva realizada em Brasília (DF), pela Polícia Rodoviária Federal.
O total de mortes representa um salto de 52,9% em relação ao Carnaval de 2025. Já o número geral de acidentes também cresceu, com alta de 8,5% na comparação com o ano anterior.

De acordo com a corporação, o principal fator para o aumento expressivo de vítimas fatais foi a ocorrência de acidentes com múltiplas mortes. Casos envolvendo várias vítimas em uma única colisão impactaram diretamente o balanço final, elevando o total de óbitos no período.
Entre os dias 13 e 18 de fevereiro, foram registrados 1.241 acidentes nas rodovias federais. A maior parte das ocorrências envolveu carros de passeio e motocicletas, veículos que tradicionalmente concentram maior número de registros em feriados prolongados.
“Nessa década presente o pior número, o carnaval mais violento no trânsito. Isso não é razoável se você compara o investimento e o esforço que as agências que produzem segurança viária fazem no Brasil. E a gente não tem a resposta pelos usuários e pelos condutores do trânsito, tendo um número tão elevado de mortes”, declarou Fernando Oliveira, diretor-geral da PRF.
Outro ponto que chamou a atenção foi o fato de alguns dos acidentes mais graves terem ocorrido em trechos considerados menos críticos, o que reforça o alerta para a imprudência e o descuido mesmo em locais que não figuram entre os mais perigosos.
Diante dos números, a PRF deve intensificar ações educativas e de fiscalização ao longo do ano, especialmente em períodos de grande fluxo nas estradas. O balanço reacende o debate sobre comportamento no trânsito, consumo de álcool ao volante e respeito aos limites de velocidade.
As autoridades alertam que a combinação de imprudência, excesso de velocidade e desatenção continua sendo determinante para os altos índices de mortes nas rodovias brasileiras.








