Canhotinho: filho que mandou matar os próprios pais por herança é condenado a 50 anos — crime brutal tem desfecho após anos
O julgamento ocorreu em Caruaru, após a Justiça decidir transferir o caso de Canhotinho, onde o crime aconteceu, diante da grande repercussão. No banco dos réus, Gabriel Martins de Melo foi condenado a 50 anos de prisão por planejar a morte dos próprios pais adotivos com o objetivo de antecipar o recebimento de herança.
O crime aconteceu na noite de 9 de janeiro de 2020, quando o casal foi surpreendido dentro de casa. Minéia Silvânia da Silva, de 47 anos na época, foi assassinada com um tiro na cabeça. Já o marido, Josenildo Martins de Melo, também baleado, conseguiu sobreviver após socorro, mas ficou com sequelas permanentes.
Inicialmente, o caso foi tratado como latrocínio, já que objetos como celulares, dinheiro e um notebook foram levados. No entanto, as investigações revelaram que o roubo foi encenado para despistar a polícia e ocultar a verdadeira motivação do crime.
De acordo com a denúncia, Gabriel teria contratado três homens para executar o plano. Os criminosos aguardaram a chegada do casal, invadiram a residência e renderam as vítimas. Minéia foi amarrada antes de ser morta. Josenildo foi baleado e deixado ferido. Toda a ação ocorreu na presença de um filho menor, o que aumentou ainda mais a gravidade do caso.
Na sentença, a Justiça destacou a frieza dos envolvidos, o planejamento detalhado e o fato de o crime ter sido cometido contra os próprios pais por interesse financeiro, circunstâncias que pesaram na aplicação das penas elevadas.
Além do mandante, os executores também foram condenados:
- Edivânio Campelo do Nascimento, conhecido como “Galego”: 52 anos e 1 mês
- José Diego Costa da Silva, o “Bracinho”: 49 anos e 7 meses
- José Carlos da Silva Júnior: 56 anos, 5 meses e 15 dias
Os réus responderam por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. No caso dos executores, também houve condenação por roubo com agravantes.
O caso ganhou grande repercussão em todo o estado pela brutalidade e pela motivação envolvendo laços familiares. A decisão encerra um longo processo judicial, mas deixa como legado um episódio que marcou profundamente a comunidade.
Com a condenação, os envolvidos devem cumprir penas em regime fechado, e o caso passa a ser mais um exemplo de crime planejado que terminou com punições severas pela Justiça pernambucana.




