Eleições 2026

Campanha de Raquel Lyra leva à PF informações sobre homem preso no caso das bandeiras

Coligação Pernambuco de Coração afirma que Alexsandro Pereira possui vínculos com pessoas ligadas ao PSB e à campanha de João Campos

Clebson Amsterdan Atualizado em 17 de setembro de 2026

A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração procurou a Polícia Federal nesta quinta-feira (17) para apresentar novas informações sobre o episódio envolvendo bandeiras da campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). O material foi incluído em uma notícia-crime relacionada ao caso.

Alexsandro Pereira foi preso em flagrante na quarta-feira (16), após uma ocorrência envolvendo bandeiras da campanha de Raquel. Segundo a coligação, o material teria sido furtado e seria utilizado por pessoas caracterizadas como apoiadoras da governadora durante um ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A campanha de Raquel sustenta que Alexsandro atua como cabo eleitoral de João Campos. A coligação também afirma que o episódio teria como objetivo criar uma associação entre a governadora e a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Essas afirmações fazem parte da versão apresentada pela equipe jurídica e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.

O advogado Edgar Moury Neto esteve na sede da Polícia Federal para protocolar uma petição com as informações reunidas pela coligação. Segundo ele, o material apresentado aponta relações entre o homem preso e integrantes ou pessoas próximas ao grupo político adversário. O advogado também classificou o episódio como parte de uma sequência de ataques políticos contra Raquel Lyra.

Entre os elementos apontados pela coligação está o fato de Alexsandro ser marido da conselheira tutelar do Recife Joselma Almeida. Ela é apresentada pela campanha de Raquel como uma liderança eleitoral ligada a Eduardo Mota (PSB), vereador licenciado e secretário de Esportes do Recife. A coligação também afirma que Alexsandro possui relações com servidores comissionados e trabalhadores terceirizados ligados à Secretaria de Esportes da capital.

Outro ponto apresentado à PF envolve registros fotográficos nos quais Alexsandro apareceria com o responsável pela página “Raquel Bolada”. Segundo a campanha da governadora, o perfil teria incentivado seguidores a jogar ovos contra Raquel durante uma agenda realizada no último dia 12, na Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, no Recife.

A coligação atribui a página a Eduardo da Silva Souza, identificado como funcionário da Prefeitura do Recife por meio da empresa Pernambuco Terceirizada, prestadora de serviços ao município.

Com a entrega das informações, caberá às autoridades apurar as circunstâncias envolvendo as bandeiras e verificar se os vínculos políticos apontados pela campanha de Raquel Lyra possuem relação efetiva com o episódio.