
Após mais de 3 horas de duração, aconteceu durante a manhã desta terça-feira, 23, a sessão especial da Câmara Municipal de Gravatá, agreste central, que votou a prestação de contas do ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB), hoje presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).
Dentro da normalidade, e sem qualquer tipo de movimentação contrária, a sessão contou com a presença de treze dos quinze representantes do Poder Legislativo. Dos onze vereadores presentes, dois se abstiveram de votar na matéria em destaque, e dois estiveram ausentes. Com onze votos favoráveis, as contas de Joaquim Neto foram APROVADAS COM RESSALVAS, assim como foi recomendado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/PE).
De todos os parlamentares presentes, o único que fez uso da fala foi o presidente da câmara, Léo do AR (PSDB). Fazendo uma breve retrospectiva, Léo do AR disse que em seu primeiro mandato ele foi o único dos quinze vereadores que votou a favor da mesma prestação de contas, que retornou ao pleno do TCE e foi novamente reavaliada.
Na época, Léo do AR foi bastante criticado pelos opositores de JN, mas se o vereador não tivesse tido esta iniciativa Joaquim Neto talvez não pudesse nem ser candidato nas eleições de 2016, onde saiu vitorioso. Em outras palavras, Léo do AR deixou transparecer que não tem nada contra Joaquim Neto, muito embora estejam politicamente afastados.
“Não vivo perseguindo ninguém; não falo mal de ninguém; faço política com os pés do chão e com respeito. Se o TCE, que é um órgão técnico e responsável, recomendou a aprovação com ressalvas das contas, não temos o que discutir, é seguir a orientação e pronto”, disse o parlamentar em recente entrevista.
