Câmara aprova troca do IGP-M pelo IPCA no reajuste da conta de luz

Projeto prevê alívio na tarifa de energia ao adotar índice que reflete melhor a inflação

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) o Projeto de Lei nº 5.065/2020, que propõe substituir o IGP-M pelo IPCA como índice de reajuste nos contratos de distribuição de energia elétrica. A proposta é de autoria do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/PE).

Se aprovada em definitivo, a medida deve reduzir os reajustes anuais aplicados nas contas de luz dos consumidores. Entre 2014 e 2024, o IGP-M acumulou cerca de 104%, enquanto o IPCA — índice oficial da inflação — ficou em aproximadamente 76% no mesmo período. A diferença impacta diretamente no valor final das tarifas cobradas.

300x300 (4)

O IGP-M é influenciado por variáveis como preços no atacado e câmbio, o que o torna mais volátil e menos representativo do custo de vida da população. Já o IPCA mede a inflação percebida pelas famílias e é utilizado como referência para políticas públicas. Nos anos de 2020 e 2021, por exemplo, o IGP-M acumulou altas superiores a 40%, pressionando fortemente as tarifas de energia durante um cenário de crise econômica.

Segundo o autor do projeto, o IPCA oferece mais equilíbrio e justiça ao consumidor. “A população não recebe salário corrigido pelo IGP-M. Nada justifica manter um parâmetro que penaliza o usuário e encarece um serviço essencial”, destacou Eduardo da Fonte.

O projeto segue agora para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.

Pesquisa mostra empate surpreendente entre Flávio Bolsonaro e Lula em possível 2º turno

image

Padre ganha próprio prêmio em rifa de igreja e decisão gera desconfiança entre fiéis

Chuva muda de rota e avança para o Agreste após fortes precipitações na Mata Sul e Grande Recife

IML RECIFE

Terça-feira sangrenta: Pernambuco registra 9 homicídios em um único dia e número de mortes dispara em abril

natanael melchor 43lwvc eqpm unsplash

RECIFE: Explosão de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave lota UTIs infantis e acende alerta em Pernambuco