
O caldo de ossos, popularizado por celebridades como um “elixir da juventude” e aliado da saúde, vem chamando a atenção de quem busca alternativas naturais para melhorar o bem-estar. Feito a partir da fervura prolongada de ossos de animais, o líquido concentra colágeno, gelatina, aminoácidos e minerais, o que tem alimentado a fama de ser um superalimento.
A ciência, no entanto, adota uma postura mais cautelosa diante das promessas atribuídas à bebida. Pesquisas apontam que o consumo regular pode, de fato, contribuir com a hidratação e fornecer nutrientes importantes para articulações e pele. No entanto, os dados ainda são limitados para afirmar com precisão os efeitos a longo prazo ou garantir benefícios estéticos e anti-inflamatórios amplamente divulgados.
Segundo especialistas, o colágeno presente no caldo de ossos pode ser aproveitado pelo organismo, mas não de forma localizada ou com a eficácia frequentemente prometida. A absorção depende de diversos fatores, como a dieta e o metabolismo individual.
Embora não haja contraindicações graves, o consumo deve ser equilibrado e parte de uma alimentação variada. Médicos e nutricionistas recomendam cautela quanto à expectativa de resultados milagrosos, destacando que o caldo pode ser um complemento, mas não um substituto de tratamentos médicos ou nutricionais específicos.
Assim, mesmo sendo uma tendência entre figuras públicas e influenciadores, o caldo de ossos deve ser visto como mais uma opção no cardápio saudável — e não como uma solução mágica.
