
Uma bolha de calor deve ganhar força nos próximos dias no centro da América do Sul, intensificando as temperaturas em diversos países da região. Em áreas fora do Brasil, os termômetros podem marcar entre 43 °C e 44 °C na segunda metade da semana.
De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, a massa de ar quente está posicionada há vários dias entre o Paraguai e o norte da Argentina. Nessas áreas, o calor já é considerado extremo e acaba influenciando o clima em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Segundo o especialista, apesar da influência, o território brasileiro não deve registrar os níveis mais severos observados nos países vizinhos. “Aqui para nós não chega nesse extremo. Fica em torno dos 30, 32 graus”, explicou.
A previsão indica manutenção desse padrão ao longo do fim de semana, com temperaturas máximas entre 30 °C e 32 °C e possibilidade de picos isolados próximos de 33 °C.
O impacto mais significativo no Brasil deve ocorrer no Sul do país. No Oeste e Noroeste do Rio Grande do Sul, no Oeste de Santa Catarina e nas regiões Oeste, Norte e Noroeste do Paraná, as máximas podem variar entre 37 °C e 40 °C.
A chamada bolha de calor se forma quando uma massa de ar quente fica retida por um bloqueio atmosférico instalado entre a Argentina e o Paraguai. Esse bloqueio dificulta a chegada de frentes frias e mantém o ar quente acumulado por vários dias consecutivos.
Com isso, o calor persiste, aumentando o desconforto térmico e a sensação de abafamento em diferentes áreas afetadas pelo fenômeno.








