
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta terça-feira (18) que sua prioridade política no momento é a aprovação da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Em meio à expectativa de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele por suposta tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro disse estar “zero preocupado” com as acusações.
Após um almoço com senadores da oposição, o ex-presidente reforçou a defesa da libertação dos presos e demonstrou confiança na aprovação do projeto. “Prioridade para mim é anistia. Libertar essas pessoas que estão presas”, afirmou a jornalistas ao sair do encontro.
Bolsonaro também mencionou conversas com líderes partidários, como Antônio Rueda (União Brasil) e Gilberto Kassab (PSD), e disse acreditar que há apoio suficiente na Câmara dos Deputados para aprovar a anistia. Apesar disso, ele não apresentou uma contagem de votos clara.
Além da questão da anistia, Bolsonaro voltou a criticar sua inelegibilidade, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030. Ele defendeu mudanças na Lei da Ficha Limpa para reduzir o período de inelegibilidade e classificou os processos contra ele como perseguição política. “Por que estou inelegível? Por me reunir com embaixadores? Por discursar no 7 de Setembro? Isso é motivo para impedir minha candidatura? Estão com medo de quê?”, questionou.
O cenário político segue tenso, com a oposição articulando estratégias para viabilizar a anistia e Bolsonaro tentando reverter sua inelegibilidade, enquanto a PGR avança nas investigações sobre sua possível participação em um plano para deslegitimar o resultado das eleições de 2022.
