Barreiros: Adolescente esfaqueada dentro de escola perde movimentos das pernas e caso gera alerta urgente
A adolescente de 14 anos esfaqueada dentro de uma escola em Pernambuco continua sem sentir as pernas, dias após o ataque que chocou o estado. Mesmo consciente e com quadro considerado estável, a jovem permanece internada no Hospital da Restauração, no Recife, enquanto médicos monitoram possíveis danos neurológicos. O crime aconteceu em uma sala de […]
A adolescente de 14 anos esfaqueada dentro de uma escola em Pernambuco continua sem sentir as pernas, dias após o ataque que chocou o estado. Mesmo consciente e com quadro considerado estável, a jovem permanece internada no Hospital da Restauração, no Recife, enquanto médicos monitoram possíveis danos neurológicos.
O crime aconteceu em uma sala de aula da Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Mata Sul. A estudante foi atingida por golpes de arma branca desferidos por um colega da mesma idade, em um episódio que gerou pânico entre alunos e professores.
De acordo com avaliação médica, a vítima sofreu quatro perfurações — uma na região do abdômen e três nas costas. Uma das lesões atingiu a área próxima à medula espinhal, o que acendeu um alerta imediato na equipe de saúde devido aos sintomas apresentados, como formigamento e sensação de choque nos membros inferiores.
Esses sinais indicam possível comprometimento neurológico, o que motivou a transferência urgente para a capital e acompanhamento especializado em neurocirurgia. Até o momento, a adolescente segue sem recuperar os movimentos das pernas, o que aumenta a preocupação sobre possíveis sequelas.
Outras duas estudantes, também de 14 anos, ficaram feridas no ataque. Elas sofreram cortes nas costas, passaram por atendimento médico e já receberam alta, retornando para casa ainda no início da semana.
O caso também trouxe à tona versões divergentes sobre a motivação do crime. Familiares do agressor alegam que ele sofria bullying na escola, enquanto parentes das vítimas contestam essa justificativa. Informações do Conselho Tutelar apontam ainda que, cerca de um ano antes, o adolescente já havia feito uma ameaça semelhante ao que acabou acontecendo.
O suspeito está sob internação provisória, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele permanece em uma unidade na região e deve passar por audiência nos próximos dias, quando a Justiça poderá decidir sobre a continuidade da medida ou eventual retorno à família.
Diante do impacto do episódio, as aulas na escola foram retomadas com ações de acolhimento psicológico e escuta dos estudantes, em uma tentativa de amenizar os efeitos do trauma coletivo.
O caso segue sob investigação e levanta discussões urgentes sobre segurança nas escolas, saúde mental e prevenção à violência no ambiente escolar. A evolução do quadro clínico da adolescente também deve ser determinante para os próximos desdobramentos.