
Nova York (EUA), 21/11 – Uma banana presa a uma parede com fita adesiva, intitulada “Comedian”, foi arrematada por 6,2 milhões de dólares (cerca de R$ 35,8 milhões) em um leilão realizado pela Sotheby’s nesta quarta-feira. O comprador, Justin Sun, empresário sino-americano e fundador da plataforma de criptomoedas Tron, afirmou que pretende comer a obra, transformando o ato em parte da experiência artística.
O leilão foi marcado por intensa disputa, com sete interessados elevando o preço inicial de 800 mil dólares para o valor final, que superou as expectativas da casa de leilões. A peça é uma criação do artista italiano Maurizio Cattelan, conhecido por desafiar os limites da arte contemporânea.
Um símbolo de provocação artística
Desde sua estreia em 2019, “Comedian” tem gerado discussões acaloradas sobre a definição de arte e seu valor. A obra já havia sido destaque quando foi exibida em Miami, onde um artista a devorou em protesto contra seu preço, que na época era de 120 mil dólares.
Cattelan criou três exemplares da peça: um deles foi doado ao Museu Guggenheim, e o outro agora pertence a Sun. Segundo a Sotheby’s, o comprador recebeu, além da obra, instruções detalhadas para substituir a bananaperiodicamente, garantindo a manutenção de seu conceito.
Arte como investimento e performance
O empresário Justin Sun já é conhecido no mercado da arte por aquisições milionárias, como a escultura “The Nose”, de Alberto Giacometti, adquirida por 78,4 milhões de dólares em 2021. Ao comentar sobre “Comedian”, Sun destacou o caráter provocativo da obra: “É um marco na história da arte e um reflexo da cultura popular.”
A venda também destacou a força do mercado de arte contemporânea. “Comedian” ultrapassou em valor peças como ‘Oval Office (Study)’, do renomado Roy Lichtenstein, leiloada na mesma noite por 4,2 milhões de dólares.
Debate cultural e o futuro da arte
A venda milionária reacende debates sobre o que configura arte e como o mercado estabelece seu valor. Para muitos, a obra é uma crítica ao consumo e à efemeridade. Para outros, um exemplo do exagero do mercado de arte.
Resta saber se a promessa de Sun, de consumir a banana, dará à peça um novo desdobramento artístico.
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