
Após duas semanas do prazo anunciado para a divulgação dos novos calendários relativos ao auxílio emergencial de R$ 600, o governo ainda não informou as datas de pagamento da segunda parcela do benefício. “Este clima de indefinição deixa as pessoas desorientadas e elas acabam precisando buscar informações nas agências da Caixa”, observa o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto. “Tal desorganização e a ausência, até hoje, de uma campanha informativa ampla e efetiva à sociedade têm prejudicado o trabalho dos bancários e colocado em risco tanto a saúde dos trabalhadores como também a da população”, acrescenta.
Conforme destaca Takemoto, a falta de planejamento do Executivo ficou evidente quando, após a divulgação da antecipação do pagamento da segunda parcela do auxílio, o Ministério da Cidadania recuou por não saber se haveria dinheiro suficiente para pagar a população. O presidente da Fenae também ressalta que nem o governo nem a direção da Caixa conhecem a realidade brasileira e subestimaram o número de pedidos do benefício. Mais metade da população — cerca de 50 milhões de pessoas — solicitou o auxílio; este número, contudo, pode chegar a 100 milhões, segundo prevê o próprio governo.
Ainda no início do cadastramento, o Ministério da Cidadania e a direção da Caixa divulgaram que a segunda parcela do benefício seria paga entre os dias 27 e 30 de abril e a terceira, entre 26 e 29 deste mês. Contudo, no último dia 20, anunciaram que a segunda parte do pagamento ocorreria no dia 23, o que também não foi cumprido pelo governo.
Em nota, o Ministério da Cidadania alegou questões orçamentárias e legais para não efetuar o referido pagamento, além do alto número de pedidos para o auxílio emergencial. Segundo a Pasta, seria necessária a abertura de crédito suplementar para garantir a antecipação da segunda parcela, além do pagamento da primeira.
