Aumento de 430,9% nos casos prováveis de dengue em Pernambuco em 2024, aponta Boletim Epidemiológico

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou, nesta quinta-feira (01/08), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses Nº 30, revelando um preocupante aumento nos casos prováveis de dengue no estado. O levantamento, que abrange o período das semanas epidemiológicas de 31 de dezembro de 2023 a 27 de julho de 2024, registra 28.406 casos prováveis de dengue, somando tanto os casos em investigação quanto os confirmados.
Este número representa um aumento expressivo de 430,9% em relação ao mesmo período de 2023, destacando a gravidade da situação em Pernambuco. Até o momento, 7.876 casos de dengue foram confirmados no estado, incluindo 143 casos graves prováveis e 10 óbitos já confirmados.
O monitoramento epidemiológico também revela que 33 óbitos foram descartados para arboviroses, enquanto outros 32 seguem em investigação. O processo investigativo é conduzido inicialmente pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do falecido. Em seguida, o caso é submetido a um comitê técnico de discussão de óbito, onde diversos profissionais avaliam detalhadamente as causas da morte.
O boletim desta semana também faz um mapeamento da incidência de casos de dengue nos municípios pernambucanos. Atualmente, 52 municípios estão classificados como de baixa incidência para a doença, 72 localidades apresentam incidência média, e 61 municípios aparecem com alta incidência de casos.
Outras Arboviroses
Além dos dados sobre a dengue, o Boletim Epidemiológico Nº 30 também apresenta informações sobre outras arboviroses que afetam o estado. Foram notificados 4.567 casos prováveis de Chikungunya, com 1.135 confirmações até o momento. Já para o Zika, foram registrados 241 casos prováveis, mas nenhum caso foi confirmado até agora.
O aumento significativo nos casos de dengue e o monitoramento contínuo de outras arboviroses ressaltam a importância da vigilância epidemiológica e das medidas preventivas em todo o estado. A SES-PE reforça a necessidade de a população manter os cuidados com a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças, para evitar a proliferação do vetor e, consequentemente, novos casos.



