
Durante sessão acalorada na Câmara Municipal de Gravatá, o vereador Régis da Compesa, com seis mandatos no currículo, fez duras críticas à condução da votação do relatório da Comissão de Inquérito (CI), que foi levado ao plenário sem ser previamente disponibilizado aos demais parlamentares. Em tom enfático, Régis afirmou: “Aprendi tudo em seis mandatos, menos ser burro”, ao justificar sua recusa em votar um documento que não teve a oportunidade de ler.
O parlamentar declarou que a responsabilidade do cargo exige leitura e análise criteriosa, especialmente em um relatório com 52 páginas. Segundo ele, a comissão agiu de forma isolada e excluiu outros vereadores do processo de construção do parecer, o que compromete a transparência e a legitimidade da votação.
A vereadora Maria Vilar reforçou a crítica e questionou o motivo de o relatório ter sido colocado em votação antes da entrega das cópias aos vereadores. Eduardo Cassapa também se manifestou, alegando que os membros da comissão estavam em situação privilegiada, por já conhecerem o conteúdo do documento, e ironizou: “Estamos vivendo um mandato coletivo, onde um vereador decide pelo outro?”
Ao tentar pedir aparte, a vereadora Silmara Enfermeira foi ignorada por Régis, que alegou não ter tempo para escutá-la, destacando que ela seria uma das mais interessadas na aprovação do relatório. Ele encerrou sua fala pedindo que a votação só ocorra após a entrega e leitura completa do relatório por todos os vereadores, garantindo um processo democrático e responsável.
