Alexandre Pires é alvo de operação da PF que investiga lavagem de mais de US$ 48 milhões
Segunda fase da Operação Disco de Ouro apura movimentações financeiras internacionais de organização suspeita de envolvimento com garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

O cantor Alexandre Pires está entre os alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma organização criminosa suspeita de movimentar e ocultar mais de US$ 48 milhões. O grupo é investigado por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros crimes de caráter transnacional.
As investigações apontam que a organização teria utilizado uma estrutura financeira envolvendo empresas brasileiras e estrangeiras para movimentar os recursos. Entre os mecanismos identificados pela PF estão transferências internacionais, contas bancárias de terceiros e sistemas informais de compensação financeira.
Além das suspeitas de crimes financeiros, os investigadores apuram a possível participação do grupo no financiamento e no apoio logístico ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A atividade é um dos principais focos da investigação conduzida pela Polícia Federal.
Segundo a PF, pessoas físicas e jurídicas teriam sido utilizadas para distribuir os valores entre diferentes operações financeiras. A estratégia investigada buscaria dificultar a identificação da origem dos recursos e o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
Alexandre Pires já havia sido alvo da primeira fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, policiais federais cumpriram medidas de busca e apreensão relacionadas ao cantor durante um cruzeiro no qual ele realizava apresentações no litoral de Santos, em São Paulo.
A nova etapa da investigação busca aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira da organização e esclarecer a participação dos envolvidos nas operações suspeitas.
A inclusão de Alexandre Pires entre os alvos da operação não representa comprovação de envolvimento nos crimes investigados. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal, que trabalha para esclarecer a origem, a movimentação e o destino dos recursos financeiros identificados.



