A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou, nesta quarta-feira (19), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses Nº 07, revelando que o estado registrou 2.768 notificações de dengue entre 29 de dezembro de 2024 e 15 de fevereiro de 2025. Esse número representa uma queda de 45,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar da redução significativa nas notificações, seis óbitos seguem sob investigação para possível relação com a dengue. Até agora, 391 casos foram confirmados, sendo quatro considerados graves.
Mudança na metodologia e impacto nos números
Uma das alterações mais importantes na análise deste ano é a substituição da comparação de casos prováveis pelas notificações. Essa mudança busca oferecer uma visão mais precisa da situação, já que o número de casos prováveis pode ser influenciado pelo tempo de investigação.
Em 2024, muitas investigações foram concluídas, resultando em um alto número de descartes. Já em 2025, a análise dos casos ainda está em andamento, o que impacta diretamente nos dados comparativos.
Os casos notificados correspondem aos registros feitos pelos profissionais de saúde assim que um paciente apresenta sintomas compatíveis com arboviroses, como febre acompanhada de pelo menos dois outros sintomas. Esse indicador é considerado mais estável para monitoramento da doença.
Municípios apresentam variação nos casos de dengue
O boletim também revela que a maioria das cidades pernambucanas apresenta baixa incidência da doença. No total, 119 municípios estão nessa categoria, enquanto 10 registram incidência média e apenas dois apresentam alta incidência.
Outras arboviroses: Chikungunya e Zika em menor escala
Além dos números da dengue, o boletim também trouxe dados sobre outras arboviroses. Foram notificados 442 casos de Chikungunya, com 50 confirmações, enquanto para o vírus Zika, 56 casos foram registrados, mas sem nenhuma confirmação até o momento.
Diante desse cenário, as autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, principalmente com a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças. A recomendação é que a população continue vigilante, eliminando água parada e buscando assistência médica ao apresentar sintomas suspeitos.
