
O Aeroporto Internacional do Recife se consolidou como o mais movimentado do Nordeste ao longo da última década, impulsionado por um crescimento expressivo no fluxo de passageiros. Em 2025, o terminal pernambucano recebeu 9,2 milhões de viajantes, resultado que garantiu a liderança regional e ultrapassou Salvador, que encerrou o ano com 7,3 milhões de passageiros.
O avanço representa uma alta de 42% em comparação com os números registrados dez anos antes. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Ministério de Portos e Aeroportos, com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os números reforçam uma tendência mais ampla: o Nordeste foi a região que mais expandiu o transporte aéreo doméstico no Brasil entre 2015 e 2025. No período, o crescimento foi de 11,2%, com mais de 39 milhões de passageiros circulando pelos aeroportos nordestinos no último ano — cerca de 4 milhões a mais do que há uma década.
Além do Recife e de Salvador, outras capitais e destinos turísticos aparecem entre os aeroportos mais movimentados da região em 2025. Fortaleza registrou 5,5 milhões de passageiros, Maceió chegou a 2,8 milhões e Porto Seguro atingiu 2,4 milhões. Este último se destacou ao apresentar a maior taxa de crescimento do Nordeste no período, com alta de 73%.
A ampliação da malha aérea regional também contribuiu para esse desempenho. Em 2015, apenas 26 cidades nordestinas contavam com voos comerciais regulares. Em 2025, esse número subiu para 41. Um dos casos mais emblemáticos é o aeroporto de Cruz, no Ceará, principal porta de entrada para Jericoacoara, que passou de nenhum voo comercial para mais de 260 mil passageiros ao ano.
O estudo aponta ainda que o Nordeste ganhou espaço no cenário nacional. A participação da região no total de passageiros de voos domésticos no Brasil subiu de 18% para 19% ao longo da década. No mesmo intervalo, o Sudeste cresceu 10,7% e o Sul avançou apenas 1%. Já o Centro-Oeste e o Norte registraram retrações de 11% e 7%, respectivamente.
O desempenho reforça o papel estratégico do Recife como principal hub aéreo do Nordeste e indica que a região segue como um dos motores do crescimento do turismo e da aviação comercial no país.








