
A construção da Adutora do Agreste em Caruaru foi vistoriada nesta semana por diretores e técnicos da Compesa, incluindo o presidente da estatal, Alex Campos. A visita aconteceu na Rua José Vieira de Lima, no bairro do Salgado, onde está sendo implantado o trecho que transportará 600 litros de água por segundo para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Salgado. A obra beneficiará 350 mil moradores da cidade e representa um avanço no acesso à água potável no Agreste.
De acordo com Alex Campos, a obra enfrenta grandes desafios devido ao solo rochoso, que exige trabalho manual, uso de equipamentos especializados e explosivos de baixo impacto. Além disso, por se tratar de uma área densamente povoada, é necessário planejamento cuidadoso, especialmente para atender moradores vulneráveis, como idosos e enfermos. “Apesar das dificuldades, estimamos que esse trecho esteja concluído ainda neste primeiro semestre”, afirmou o presidente.
Impacto regional e estrutura da obra
O trecho em execução em Caruaru é parte de um sistema maior que leva água do rio São Francisco para o Agreste. Atualmente, 712 km de tubulações já foram instalados na Adutora do Agreste, sendo que em Caruaru está prevista a instalação de mais 340 metros de tubos de grande porte, com 1.200 mm de diâmetro. A obra no município envolve um investimento de R$ 22 milhões.
Além de Caruaru, outras frentes da Adutora do Agreste estão em andamento, beneficiando as cidades de Gravatá e Bezerros. Para esses dois municípios, estão sendo implantados 48 km de tubulações, com um investimento de R$ 71 milhões, e a conclusão está prevista para o fim deste ano.
A Adutora do Agreste é considerada uma das obras mais importantes para a segurança hídrica da região, que sofre há décadas com escassez de água. Quando concluída, a estrutura irá beneficiar milhões de pernambucanos, garantindo o abastecimento em diversas cidades do estado.
