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Olinda registra alta de 86% nos tiroteios e acende alerta para avanço da violência armada

A cidade de Olinda começou 2026 com um cenário preocupante na segurança pública. Dados divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado revelam que o número de tiroteios registrados no município quase dobrou em janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado.

Foram 13 ocorrências envolvendo disparos de arma de fogo no primeiro mês deste ano, contra sete casos em janeiro de 2025. O salto de 86% representa, na prática, uma média de três episódios por semana, evidenciando a intensificação dos confrontos armados na cidade histórica da Região Metropolitana do Recife.

O aumento da violência também impactou diretamente o número de vítimas. Ao todo, 12 pessoas foram baleadas em janeiro de 2026, enquanto no mesmo mês do ano anterior foram sete registros — crescimento de 71%. O dado mais grave é que oito dessas vítimas não resistiram aos ferimentos. Em 2025, haviam sido sete mortes. Além disso, quatro pessoas ficaram feridas neste ano; no período anterior, não houve sobreviventes em ocorrências desse tipo no município.

Segundo avaliação da coordenação regional do instituto, os números reforçam a necessidade de políticas públicas estruturadas com base em dados concretos. A análise aponta que a distribuição da violência armada na Região Metropolitana do Recife evidencia padrões recorrentes de vitimização e ajuda a identificar os territórios mais afetados.

O levantamento também chama atenção para episódios registrados durante momentos de lazer. Entre os casos deste ano está o de um jovem baleado durante as prévias de carnaval, no dia 18 de janeiro, em Olinda. Outras três pessoas foram atingidas em situações semelhantes na região metropolitana ao longo do mês. Em janeiro de 2025, três vítimas haviam sido contabilizadas em ocorrências ligadas a eventos de lazer.

Os dados ampliam a pressão por medidas de enfrentamento à violência e reacendem o debate sobre estratégias de prevenção e policiamento em áreas com maior incidência de confrontos. Especialistas defendem que o monitoramento sistemático pode orientar ações mais eficazes para conter a escalada dos disparos e reduzir o número de vítimas.

Com o início do calendário festivo e o aumento da circulação de pessoas nas ruas, autoridades devem intensificar o acompanhamento dos indicadores nos próximos meses. A expectativa é que novas análises ajudem a dimensionar se o crescimento observado em janeiro representa um pico isolado ou o início de uma tendência para 2026.

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