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Brasília

Mauro Cid retira tornozeleira eletrônica após início de cumprimento de pena em regime aberto

Foto: Ton Molina/STF

O tenente-coronel Mauro Cid não usa mais tornozeleira eletrônica. O dispositivo foi retirado nesta segunda-feira (4), após audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) que detalhou as condições para o cumprimento de sua pena em regime aberto, iniciada na semana passada. Cid foi condenado a dois anos de reclusão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, mas firmou acordo de delação premiada, o que resultou na pena reduzida.

Único entre os réus a não recorrer da sentença, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro começou a cumprir imediatamente a sanção imposta. A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Embora esteja em liberdade, Cid está submetido a regras rigorosas: não pode sair de Brasília, precisa permanecer em casa à noite e nos fins de semana, está impedido de acessar redes sociais e proibido de manter contato com os demais investigados — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na mesma decisão que autorizou o início da pena, Moraes ordenou a devolução dos bens apreendidos de Cid e solicitou à Polícia Federal que mantenha medidas de segurança para o militar e seus familiares.

Enquanto isso, os outros sete integrantes do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe, entre eles Bolsonaro, optaram por apresentar embargos de declaração — recurso voltado para esclarecer eventuais lacunas ou contradições no julgamento. Esses recursos serão analisados a partir da próxima sexta-feira (8) no plenário virtual do STF.

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