Curso de corte e costura impulsiona empreendedorismo feminino em Gravatá

O bairro Alpes Suíço, em Gravatá, se transformou em um centro de oportunidades nesta semana com o início do curso de Corte e Costura promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio e da Sala do Empreendedor. As aulas começaram na segunda-feira (6) e seguem até a próxima sexta (10), na sede da Cooperativa Monsenhor Paulo Cremildo de Corte e Costura de Mulheres de Gravatá.
Voltado para o público feminino, o curso oferece turmas nos turnos da manhã e da tarde, com o objetivo de formar novas profissionais e incentivar o empreendedorismo local. A capacitação, conduzida pelo professor Adilson Júnior, do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE), é básica e destinada a iniciantes. Em 20 horas de aula, as participantes aprendem desde o manuseio das máquinas até técnicas essenciais para desenvolver peças simples.
Adilson destaca que há uma demanda crescente por mão de obra qualificada na área, e que cursos como esse são fundamentais para atender o mercado. Segundo ele, além da capacitação técnica, o aprendizado traz também um resgate cultural, já que a costura é uma profissão com forte apelo afetivo e histórico.

Para Gicélia Carneiro, que atua como assistente social e artesã, o curso representa uma oportunidade de unir o artesanal à costura e elevar a qualidade dos produtos que confecciona. Ela vê na parceria entre a Prefeitura e a cooperativa uma ferramenta poderosa para fortalecer o empreendedorismo feminino e ampliar o acesso a novas fontes de renda.
Jucelino Borges, vice-presidente da cooperativa, contou que a ideia do espaço surgiu da necessidade de gerar oportunidades para mulheres da comunidade. Inspirado em uma antiga proposta de criar um polo de costura no bairro, o projeto ganhou força com o apoio da gestão municipal, resultando na construção da sede, aquisição de máquinas e oferta constante de cursos.
O curso reafirma o papel da Prefeitura de Gravatá como agente de transformação social, ao investir em iniciativas que valorizam o trabalho feminino e estimulam a autonomia financeira das mulheres. Além de preservar uma técnica milenar, a ação abre caminho para que muitas delas se tornem referências em suas comunidades — seja como costureiras de bairro, colaboradoras de confecções locais ou empreendedoras do próprio negócio.
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