JOEIDES PEREIRA: “A oposição precisa substituir o denuncismo por agenda positiva”

Não podemos castigar diariamente o fígado do povo com o vírus do negativismo, as pessoas que mais necessitam do poder público perdem a conexão com a vida real e não é isso que queremos para o nosso povo tão sofrido

Joeides Pereira é economista, colunista político e Secretário de Governo com Participação Social de Gravatá (Foto: Alan Torres/arquivo)

O negativismo da oposição é uma forma de falsear a verdade, a sociedade de Gravatá não aguenta mais o “culto ao denuncismo” adotado pela oposição em detrimento da análise “séria e profunda” e da criação de um espaço para agenda positiva, ou seja, para a exploração de temas que “iluminem” a sociedade a enfrentar problemas do seu cotidiano.

O debate em torno do Projeto de Lei 027/2017, que dispõe sobre a atualização do Código Tributário é um exemplo claro desse negativismo. Fiquei assustado com a desfaçatez e a falta de conhecimento das pessoas que se dispôs a fazer o debate público da matéria.

A cada dia que passava mais desinformados se apresentavam. Apostaram no método decomunicação nazista (Goebels) estabeleciam que uma mentira repetida várias vezes como técnica de propaganda tornava-se uma verdade para a opinião pública. Quando não explicavam o que realmente importava no projeto.

Em um artigo publicado no último final de semana com o título “Gravatá precisa se livrar das Mentiras” expliquei o que de fato era importante no Projeto, e que nesse momento de crise fiscal, é imprescindível qualquer administração abrir mão de uma receita que já existe, mas o Município não tinha acesso. E, com a alteração do Código Tributário vai ser possível em 2018 ter uma receita extra de quase 2 milhões de reais.

O vereador Gustavo da Serraria e mais 9 (nove) vereadores tiveram a sensatez de entender que não era possível perder esses recursos para os municípios do sul do país. Apostaram na ingenuidade de profissionais autônomos, como Cabelereiro, Pedreiro, Jardineiro e outros, de que terão que pagar o ISS de forma coercitiva, quando o fato gerador do ISS é a prestação de serviço. Disseram que não é hora de cobrar o imposto, pois o país está em crise; que sabe que vai melhorar a arrecadação mas vai votar contra; que o Prefeito não faz nada, que não vai dá um cheque em branco ao prefeito. E outras pérolas mais. Foram incapazes de apontar uma alternativa no debate. Entendo que é indispensável o exercício da pergunta consistente, da dúvida limpa e honesta. Essas atitudes, contudo, não se confundem com o culto do denuncismo.

Não podemos castigar diariamente o fígado do povo com o vírus do negativismo, as pessoas que mais necessitam do poder público perdem a conexão com a vida real e não é isso que queremos para o nosso povo tão sofrido por anos de negligência, em muitos casos, avalizada pelos mesmos que agora pregam o “culto ao denuncismo”.

Precisamos, ademais, valorizar inúmeras iniciativas que tentam construir uma agenda positiva. Não podemos ocultar os esforços de várias pessoas da sociedade que diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas.

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